“Hoje eu quero desejar coisas boas pra mim, porque às vezes eu me esqueço disso.
Quero desejar que eu realmente saiba reconhecer o que faz bem e o que não faz mais tão bem assim.
Que eu reconheça também quando eu precisar do meu espaço pra tomar um tempo e reorganizar as minhas ideias e os meus sentimentos, pra que eu não tropece em mim, pra que eu não me veja insistindo em lugares e relações que não me cabem.
Que eu entenda que às vezes a gente só precisa desacelerar.
Que eu não tenho o controle de tudo, e nem tudo depende só de mim.
Que eu saiba compreender que o tempo pode ser generoso comigo, e que eu só preciso abraçar e viver o meu processo. É isso que vai fazer enxergar as minhas falhas e as minhas inseguranças e me transformar em algo mais potente e vivo.
Que eu possa me estender as mãos quando me vier ao chão, em vez de me culpar e piorar a minha situação.
Desejo que eu esteja sempre aberta pra me desculpar, como sempre estou aberta a desculpar os outros.
Que eu entenda também que partir não é sobre perder alguém, às vezes a gente parte justamente para não se perder ou pra ganhar muito mais porque permanecer se tornou uma perda.”
*Trecho extraído do livro “A vida é curta demais pra viver o mínimo das coisas”


