Eu era uma filha socialmente aceita

“Senta direito!” “Mulher não agacha assim.” “Cruza as pernas.” “Fala baixo, menina não conversa alto.”

Eu fui uma menina socialmente aceitável: obediente, falava baixo (aliás, nem falava direito), sentava de pernas cruzadas, para abaixar e pegar algo no chão tinha que dobrar os joelhos e não abaixar, simplesmente. Não estou aqui condenando e nem apontando o dedo. Estou falando de uma cultura que me limitou por muito tempo para fazer os “tenho que”.

Durante quase 40 anos da minha vida, eu vivia dentro de uma caixa, cheia de limites, medos, inseguranças como forma de proteção … uma superproteção que mais me atrapalhou do que ajudou. Assumo que durante muitos anos eduquei meus filhos assim, pois também acreditava ser o melhor. Foi desafiador sair desse lugar que me limitava para viver um mundo de liberdade. Afinal, descobri que havia um mundo infinitamente maior, com inúmeras possibilidades que eu não conhecia.

Aprender a assumir e a lidar com a minha liberdade foi um caminho fantástico. A cada passo que me permito, que coloco os limites saudáveis, entendo o que é mais adequado para o momento, me ensina que, respeitar a minha essência de mulher é indispensável para a vida livre que tenho e da qual não abro mão.

Eu hoje posso dizer com toda confiança que poder ser eu mesma é libertador, pois a mulher que me tornei tem trazido pra mim a vida que eu sonho em viver. Hoje vivo meus dias na liberdade e na autorresponsabilidade. Afinal, ser livre é ser responsável.

Já pensou na possibilidade de você não se permitir ser livre porque não quer assumir a responsabilidade da liberdade?

Pense bem!

Um beijo!